quarta-feira, 18 de junho de 2014

Comportamento humano e o trânsito na cidade

Imagem de trânsito na Capital de São Paulo.

Com o objetivo de conscientizar os motoristas sobre o seu comportamento no trânsito, empresas lançam campanhas de gentileza, para reduzir conflitos no dia-a-dia.

 “A ideia da campanha surgiu a partir da percepção de nossas próprias equipes de que a intolerância no trânsito tem aumentado o tempo gasto com transporte já é suficientemente estressante. Por isso, nossa intenção é estimular a reflexão por meio do humor e de testemunhos de figuras públicas, que também são motoristas, para que as pessoas evitem ou não agravem situações que diariamente causam mais desgaste e até mesmo violência nas ruas”, explica Fabio Luchetti, presidente executivo da Porto Seguro.
Com lançamento em dezembro de 2009, a Porto Seguro realiza a campanha Trânsito mais gentil, que pretende abordar de maneira humorada, como ser gentil evita situações desgastantes. Para desenvolver a campanha, a empresa se baseou em diversos estudos sobre a relação entre comportamento humano e trânsito.

O índice de congestionamento elevado torna o tráfego um cenário de muito estresse e pequenos conflitos. Situações de intolerâncias no trânsito têm alimentado estatísticas preocupantes. Às sextas-feiras, dias em que se concentra o maior índice de congestionamento, o volume de ocorrências cresce, a Central 190 da Polícia Militar de São Paulo registra em média, por exemplo, 30 brigas envolvendo motoristas, motivados por cenas corriqueiras como freadas bruscas e fechadas.

Como ignorando alguém pode deixar com que pequenas confusões façam parte do seu dia, o confronto (mostrando desaprovação, gesticular ou falar mal), irritar ou ficar irritado e até mesmo quando pensa em querer levar vantagem sobre o outro motorista.

Algumas destas atitudes contribuem como mau comportamento, entre elas também estão à falta de atenção, falta de educação, isso faz com que o motorista comece a ter uma direção mais perigosa, querendo ser mais rápido do que o outro, mas ficar preso em congestionamento, buracos e obras nas ruas, são problemas de uma grande cidade, não do seu colega que é o motorista da frente ou do lado.

Existem motoristas que mesmo em que a cidade tente se conscientizar, ele não se importa com o próximo e continua com suas imprudências, e muitas delas acabam tirando a vida de alguém. Quando algum xingamento começa uma briga de trânsito e alguém se ofenda e parta para agressão, ou quando o motorista dirige alcoolizado e comete erros fatais e o sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e ferimentos, inclusive com seqüelas físicas e/ou mentais, muitas vezes são irreparáveis. E o que se pode ser  feito, para reparar a vida de alguém? Algo que a sociedade não sabe responder.

Podemos acompanhar que o governo está impondo leis de segurança para a melhoria dos tráfegos, mas impor algo pode não ser tão bem recebido, por isso muitos ignoram e continuamos registrando o aumento de acidentes em grandes rodovias.

O trânsito é feito pelas pessoas.  Apenas alguns princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social no trânsito. O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio social democrático. O segundo princípio é a igualdade de direitos, todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para que isso aconteça é necessário considerar as diferenças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua vez, fundamenta a solidariedade. O terceiro é o princípio da co-responsabilidade pela vida social, que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito de mobilidade em favor de todos os cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos.

Edvaldo Alves é motorista de caminhão e convive com o trânsito da capital paulista há 15 anos, ele diz: “Já não me incomodo com a falta de educação dos motoristas de trânsito, a minha profissão convive com essa falta de estrutura da cidade e o excesso de carro que existe nas grandes cidades, e eu gosto do meu trabalho, e monitoro minhas atitudes para então conseguir ter uma qualidade de vida. Mas não significa que eu não veja discussões em congestionamentos, então você percebe que o que falta além da paciência é educação.

Todo ser humano quer mudar o mundo, mas para o seu melhor e não do outro, quereremos mudar as políticas do governo, as atitudes do vizinho, o comportamento do namorado (a), chefe, mãe.  E quando olhamos para o outro, somos críticos, duros, mas quando voltamos o olhar para nós mesmos, somos mais complacentes, acreditamos que não temos o poder para promover mudanças no mundo, nas pessoas, até que começamos a navegar num mar de reclamações e insatisfações, acreditamos que as nossas ações não farão a menor diferença para alterar os registros dos acontecimentos ruins, então continuamos com as mesmas atitudes.

É necessária a mobilização da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do trânsito e de suas conseqüências. Comportamentos expressam princípios e valores que a sociedade constrói e referisse ao que cada pessoa toma para si e leva para o trânsito.

Maria Tereza trabalha na empresa MD papéis, uma empresa nacional de produção de matéria prima para indústria de conversão, reside no interior de São Paulo, relata: “Que não gosta de dirigir em São Paulo, além dos trânsitos, as ruas são sem sinalizações e não sente segurança em relação aos demais motoristas.”
Se muitas vezes as regras forem seguidas, o trânsito fica muito melhor, as pessoas naturalmente serão gentis, porque não haverá pressão nos congestionamentos.

“Todos nós achamos que somos melhores do que o motorista médio.


Achamos que os carros representam um risco quando estamos a pé; achamos que os pedestres agem de forma imprudente quando estamos ao volante. Queremos carros mais seguros, mas acabamos dirigindo de forma mais perigosa... Todos nós queremos que todos os sinais fiquem verdes, a menos que estejamos na rua transversal – neste caso queremos que aqueles sinais fiquem verdes... O “que é melhor para nós no trânsito frequentemente não é o melhor para o outro e vice-versa.”


Do livro ‘Por que dirigimos assim?
 Tom Vanderbilt

FONTES:
Maria Tereza Mucelini – Coordenadora na empresa MD papéis.
Fábio Luchetti – Presidente da empresa Porto Seguro.
Edvaldo Alves – Motorista de caminhão.

http://www.policiamilitar.sp.gov.br/
http://www.portoseguro.com.br/                                                                                           

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