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| Foto: Gabriel Amorim |
Após aumento no número de casos, população feminina teve que criar formas de proteção no transporte público
Gabriel Amorim
Os recentes casos de abusos e estupros no Metrô de São Paulo
fizeram com que as mulheres se unissem e criassem maneiras de diminuir esse
problema que tanto amedronta a classe feminina que usa o transporte público na
cidade. Em 2014, 46 pessoas já foram detidas em São Paulo, suspeitas de
cometerem abusos sexuais nas plataformas da CPTM.
No mês de Abril, dois homens foram presos por terem
arquivadas em seus respectivos celulares, vídeos e fotos de mulheres tirados
dentro das plataformas do Metrô. Esse é um exemplo de crime que vem crescendo e
pode ser denunciado por qualquer passageiro que veja a ação.
No dia 2 de abril, cerca de 30 mulheres se organizaram no
Metrô da Sé, região central de São Paulo, e fizeram uma espécie de ‘rolêzinho’
contra o abuso. Portando faixas e cartazes, as ativistas ficaram em frente às
escadas rolantes gritando palavras contra o machismo.
Metrô de São Paulo divulga cartazes
incentivando a denúncia
Algumas mulheres também estão carregando alfinetes durante a
viagem, para poderem se defender. A ideia do vagão exclusivo para as mulheres
foi bastante criticada pelas manifestantes. Segundo elas, o governo deve
incentivar o respeito mútuo entre as classes e não separá-las.
A estudante Ana Luisa
de Sousa, 23, conta que não usa o alfinete, mas aprova a ideia. “‘Eu me sinto
muito insegura dentro do vagão. Eu nunca fui assediada, mas sempre prefiro
pegar o Metrô nos horários de menos movimento.” conta.
No dia 25 de abril, um grupo de mulheres se uniu e
distribuiu apitos para todas as mulheres que entravam na estação do Brás. A
iniciativa deu ao todo 10 mil apitos, visando mostrar a força que uma denúncia
tem. Apitando automaticamente quando atacada, a mulher chama atenção para o
indivíduo que cometeu o abuso.
(Foto:
Facebook ASAS)
Apitos cor-de-
rosa funcionam como uma arma para as mulheres que forem abusadas
Você pode acompanhar as novidades e todas as informações do
movimento “Asas – Juntas Podemos muito Mais” pelo Facebook na página:
https://www.facebook.com/asassaopaulo
Ao lado da mobilização das usuárias, a CPTM (Companhia
Paulista de Trens Metropolitanos) também está trabalhando para o combate,
divulgando nas suas redes sociais uma campanha de denúncia que têm funcionado
em conjunto com sua base de monitoração das estações. A companhia garante o
anonimato do denunciante. O telefone denúncia é: (11) 97333-2252


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